Matas o lobo dentro de ti
Quem, insano, precisa de tamanha pelagem perante os céus
Ou de grandes patas para voar?
É sempre da grande altura que cai o peso superlativamente excessivo
O ar guarda sinais que os dentes não sabem decifrar
Nem podem ser lidos por uma alma rapina
O homem vestido de negro sabotando a escuridão
Vai, sucumbes à bondade que lateja em teu coração desde eras glaciais
E já não precisas do lobo
Podes ser o que quiseres
Podes ser um vaso para a alma
Um ser alado
Um pássaro
Um monge
Podes ser uma flor
