Uns morrem de medo
Outros morrem de horas
Eu, que sou vivo
subtraio tempos da finitude
Gasto todos eles
Não uso relógios
Não conto batidas do coração
Nem quando te vejo
Meu único ritmo para com a selvageria dos tempos
É a respiração profunda dos enfermos
Para com a sofisticação de um lampejo
Um crepitar de sinapses que não vejo
Porque há almas que soltam faíscas
Essas são dignas dos tambores de ventos