A crença é o antídoto da razão

Forjo-me no que já existe
A engrenagem riquíssima que constrói a dialética
é a mesma que explica a memória aparentemente conhecida
dos sinais
Ah, mundo repetitivo e… longo
O carrossel das carabinas e dos corações
Das bombas-mães e reconstrução
Dos homens e suas caras de milênios
Que não mudam um a,
inutilmente capazes
Filhos de templos, tradição, e hora h,
O norte não existe à toa
Nem carrega duplo sentido à toa
A razão é um tanto fria
E uma galáxia não se precipita à toa
Mas nossa crença é no desconhecimento
E nossa sede, nas virtudes que não temos
Muita coisa a dizer da linguagem poética
” As nuvens não boiam no céu à toa”
É nisso que a gente crê

Crédito da imagem: Heitor Magno

         Crédito da imagem: Heitor Magno